Classificação e Laboratório de Análise
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Informativos

Arroz

Origem

O arroz é originário da Ásia, mais precisamente do sul da China, onde é cultivado há pelo menos 7 mil anos. No século VII foi levado à Europa pelas mãos dos árabes, de lá chegou ao Brasil, trazido pelos portugueses. Hoje, é um dos alimentos mais consumidos no mundo, sendo ingrediente principal de vários pratos típicos de diferentes culturas.

O arroz (Oryza sativa L.) é uma espécie hidrófila, cujo processo evolutivo tem levado à sua adaptação às mais variadas condições ambientais. O arroz é considerado o produto de maior importância econômica em muitos países em desenvolvimento e o aumento crescente de seu consumo impõe aos setores produtivos a busca de novas técnicas que possam aumentar a produção. Cultivado e consumido em todos os continentes, o arroz se destaca pela produção e área de cultivo, desempenhando papel estratégico tanto em nível econômico quanto social. É considerado o produto de maior importância econômica em muitos países em desenvolvimento, constituindo-se alimento básico para cerca de 2,4 bilhões de pessoas. O arroz é a fonte primária de energia e proteína para os povos das nações mais populosas da Ásia, África e América Latina. Considerado um dos alimentos com melhor balanceamento nutricional, fornecendo 20% da energia e 15% da proteína per capita necessária ao homem, o arroz é uma cultura que apresenta ampla adaptabilidade às diferentes condições de solo e clima, sendo a espécie com maior potencial de aumento de produção e, possivelmente, de combate à fome no mundo. Aproximadamente 90% de todo o arroz do mundo é cultivado na Ásia por mais de 250 milhões de pequenas propriedades, no sistema irrigado, onde a maioria da população alimenta-se deste cereal duas a três vezes ao dia.

O crescimento acelerado da população está aumentando a demanda do produto em proporções não compatíveis com o crescimento da produção, ou seja, a produção mundial de arroz não vem acompanhando o crescimento do consumo. Nos últimos seis anos, a produção mundial aumentou cerca de 1,09% ao ano, enquanto a população cresceu 1,32% e o consumo 1,27%, havendo grande preocupação em relação a estabilização da produção mundial. Para se atender a demanda, deverão ser adicionadas ao mercado mundial de arroz cerca de dez milhões de toneladas por ano. No entanto, a América Latina tem elevado sua produção em 4,34% ao ano e a produtividade de grãos em 3,22%. Detendo 12% das terras agrícolas e 13,2% dos recursos renováveis de água, a América Latina pode, futuramente, se tornar o grande fornecedor desse cereal.

A maior parcela da produção de arroz no Brasil é proveniente do ecossistema várzeas, onde a orizicultura irrigada é responsável por 69% da produção nacional, sendo considerada um estabilizador da safra nacional, uma vez que não é tão dependente das condições climáticas como no caso dos cultivos de sequeiro. No Brasil, há 33 milhões de hectares de várzeas, com topografia e disponibilidade de água propícias à produção de alimentos, entretanto, apenas 3,7% dessa área são utilizados para a orizicultura.

Na região tropical, a área cultivada com arroz irrigado é ao redor de 13% apenas, proporcionando cerca de 11% da produção total brasileira neste ecossistema. As características dos solos e condições de hidromorfismo tornam estas áreas aptas a orizicultura irrigada. Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, região dos Cerrados, há cerca de 12 milhões de hectares de várzeas, sendo a maior parte ainda sob mata ou pastagem nativa.

A disponibilidade de água, as condições climáticas e a extensão territorial conferem ao Estado do Tocantins grande potencial para produção agrícola, ressaltando-se as culturas de grãos, dentre estas, o arroz irrigado por inundação. A área cultivada, atualmente, cerca de apenas 55 mil hectares, evidencia o grande potencial para a expansão da cultura irrigada no Estado.

Importância Econômica

A planície sedimentar da Bacia do Araguaia, no Tocantins, ocupa cerca de 1,2 milhão de hectares. O Vale do Araguaia constitui-se em uma das regiões mais promissoras para a expansão da orizicultura brasileira, com condições para atendimento do mercado das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

No período de 1989 a2002, a área média cultivada com arroz nas várzeas do Estado do Tocantins foi de 49 mil hectares, com uma produção de 204 mil toneladas e produtividade média de 4.175 kg

No Vale do Javaés, no Estado do Tocantins, tem-se uma imensa área de várzea, com mais de 500 mil hectares, entre os rios Araguaia e seus afluentes, Urubu, Javaés e Formoso, que é considerada a maior área contínua para irrigação por gravidade do mundo. Nesta área estão instalados o Projeto Rio Formoso, no município de Formoso do Araguaia, e o Projeto Javaés, na Lagoa da Confusão. Ambos os projetos ocupam apenas 45 mil ha com a cultura do arroz, no período chuvoso. A altitude da área está em torno de 200 m e o relevo tem inclinação menor que 0,05%, o que favorece as inundações periódicas, dando origem a solos mal drenados.

Na safra 2003/04, a área total cultivada com arroz no Tocantins foi de 162.135 ha, dos quais 54.680 ha no sistema irrigado, com produtividade média de 4.482 kg há, e 107.455 ha no sistema de terras altas, cuja produção total foi de 417.075 t, com produtividade média de 2.572 kg ha. O cultivo de arroz de terras altas é distribuído em todo o Estado, enquanto o irrigado está concentrado nas regiões Centro-Oeste e, principalmente, Sudeste, abrangendo os municípios de Cristalândia, Dueré, Formoso do Araguaia, Lagoa da Confusão e Pium.

Fonte: www.embrapa.com.br

Feijão

Origem

Existem diversas hipóteses para explicar a origem e domesticação do feijoeiro. Tipos selvagens, similares a variedades criolas simpátricas, encontrados no México e a existência de tipos domesticados, datados de cerca de 7.000 a.C., suportam a hipótese de que o feijoeiro teria sido domesticado na Mesoamérica e disseminado, posteriormente, na América do Sul. Por outro lado, achados arqueológicos mais antigos, cerca de 10.000 a.C., de feijões domesticados na América do Sul (sítio de Guitarrero, no Peru) são indícios de que o feijoeiro teria sido domesticado na América do Sul e transportado para a América do Norte.

O feijão (Phaseolus vulgaris L.) é um dos mais importantes componentes da dieta alimentar do brasileiro, por ser reconhecidamente uma excelente fonte protéica, além de possuir bom conteúdo de carboidratos, vitaminas, minerais, fibras e compostos fenólicos com ação antioxidante que podem reduzir a incidência de doenças. A maioria das cultivares de feijão apresenta em torno de 25% de proteína, que é rica no aminoácido essencial lisina, mas pobre nos aminoácidos sulfurados. Essa deficiência, contudo, é suprida pelo consumo dessa leguminosa com alguns cereais, especialmente o arroz, o que torna a tradicional dieta brasileira, o arroz com feijão, complementar, no que se refere aos aminoácidos essenciais.

Importância Econômica

Além do papel relevante na alimentação do brasileiro, o feijão é um dos produtos agrícolas de maior importância econômico-social, devido principalmente à mão-de-obra empregada durante o ciclo da cultura. Estima-se que são utilizados, somente em Minas Gerais, na cultura do feijão, cerca de 7 milhões de homens por dia-ciclo de produção, envolvendo cerca de 295 mil produtores.

O Brasil é o maior produtor mundial de feijão, e Minas Gerais, o primeiro maior Estado produtor, respondendo por, aproximadamente, 15% da produção nacional. O cultivo do feijão não irrigado na região sul do Estado ocorre nas safras "das águas", com semeadura em outubro e novembro, e da "seca", com semeadura em fevereiro e março.

No ano agrícola 2004/2005, a área estimada com feijão "das águas" em Minas Gerais foi de 218,9 mil ha, com uma produção de 251,7 mil t e produtividade média de 1.150 kg ha. No mesmo período, na safra da "seca", foram produzidas 175,6 mil t de feijão em 159,6 mil ha, resultando numa produtividade média de 1.100 kg há.

O sul de Minas Gerais é a região maior produtora de feijão "das águas" do Estado, sendo responsável por 21,2% da produção. Na safra da "seca", é a segunda maior produtora, respondendo por 16,5% da produção, ficando atrás apenas da região noroeste.

Nas duas safras, "das águas" e da "seca", cerca de 95% dos produtores cultivam o feijão em áreas de 5 ha, no máximo. Nessa região faz-se também o cultivo consorciado, especialmente com a cultura do café e sobretudo na safra "das águas". Já na safra da "seca", o maior porcentual é observado no sistema de cultivo simples ou solteiro.

Fonte: www.embrapa.com.br

Amendoim

Origem

O amendoim é planta originária da América do Sul, na região compreendida entre as latitudes de 10º e 30º sul,com provável centro de origem na região de Gran Chaco, incluindo os vales do Rio Paraná e Paraguai.

A difusão do amendoim iniciou-se pelos indígenas para as diversas regiões da América Latina, América Central e México. No século XVIII foi introduzido na Europa. No século XIX difundiu-se do Brasil para a África e do Peru para a s Filipinas,China, Japão e Índia.

Importância Econômica

A importância econômica do amendoim está relacionada ao fato das sementes possuírem sabor agradável e serem ricas em óleo (aproximadamente 50%) e proteína (22 a 30%). Além disso contém carboidratos, sais minerais e vitaminas, constituindo-se num alimento altamente energético (585 calorias/100 g/sementes). O sabor agradável torna o amendoim um produto destinado também ao consumo "in natura",como aperitivos salgados,torrados e preparado de diversas formas e na industria de doces, como grãos inteiros com diversas coberturas ou grãos moídos na forma de paçocas ou substituindo a castanha de caju em cobertura de sorvetes . Além do consumo "in natura", os grãos também podem ser utilizados para extração do óleo,empregado diretamente na alimentação humana, na industria de conservas (enlatado) e em produtos medicinais.

São Paulo, destaca-se como o maior estado produtor do Brasil, o restante é produzido no Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.

Dentro do estado de São Paulo, destacam-se como regiões produtoras, Ribeirão Preto e Marília, sendo que em Ribeirão Preto, o amendoim assume uma especial importância, em função de estar entre as culturas de ciclo curto, que pode ser uma opção juntamente com a soja, na ocupação das áreas de reforma dos canaviais, e por existirem na região empresas produtoras de sementes. Estima-se que 80% das áreas de reforma dos canaviais seja ocupada pela cultura do amendoim.Apesar de seu valor nutritivo, as áreas plantadas com amendoim vem diminuindo, perdendo terreno para a soja, pois a tecnologia agrícola e industrial desenvolvida para a soja, colocaram ao alcance do consumidor um óleo de boa qualidade, restando como subproduto de sua extração, o farelo de soja, também tão rico em proteína como o do amendoim, porém sem os riscos de utilização na alimentação animal porque não contém aflatoxina. Além da importância da soja no mercado interno de óleo e farelo, ocupa uma posição de destaque como produto de exportação.

Importância da Aflatoxina

A aflatoxina é uma substancia tóxica ao homem e animais, encontrada em grãos de amendoim com teor de umidade variando entre 9 e 35%, que favorece o crescimento do fungo Aspergillus Flavus sobre as sementes, responsável pela síntese dessa substância.

A aflatoxina é considerada substância cancerígena e tem provocado intoxicações que levam à morte animais alimentados com torta de amendoim contaminada.Também pode provocar intoxicação no homem quando consumido na forma de grãos torrados, ou de doces. É importante observar que no processo de extração de óleo, a contaminação pela aflatoxina é eliminada deste produto.

Fonte: www.agrobyte.com.br

Desempenhamos um papel importante junto ao Ministério da Agricultura, contribuindo com as elaborações de novos padrões para a classificação vegetal