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Wall Street Journal: Empresas apostam no frango como proteína das massas

08/12/2015

Os frangos que se agitam em um galpão de concreto na universidade Virginia Tech, no Estado americano de Virginia, não sabem, mas eles são uma parte importante dos planos do setor agrícola. O desafio: como alimentar as mais de 2,4 bilhões de pessoas que irão se somar à população global até 2050.

Do Wall Street Journal:

"Ao contrário dos cerca de 60 bilhões de frangos abatidos todo ano no mundo por sua carne, essas aves são criadas pelo seu DNA. Paul Siegel, professor emérito de ciência de animais e aves, estuda como os genes dos frangos influenciam seu ganho de peso e a proteção contra doenças. A pesquisa ajuda as empresas a criar frangos que crescem mais rápido e precisam de menos ração e drogas para se manterem saudáveis. “Estamos falando sobre alimentar as massas”, diz Siegel, de 83 anos. “A questão é: como chegar lá?”

A indústria de carne sempre procurou criar aves melhores, mas o trabalho de geneticistas como Siegel ficou mais urgente à medida que o setor passou a lidar com dois fatores: uma população maior e mais endinheirada, com uma crescente preferência por carne, e preocupações com os efeitos de práticas agrícolas sobre o meio ambiente, o bem-estar animal e a saúde humana.

Os produtores de alimentos estão diante de uma tarefa gigantesca. Pela taxa de consumo atual, o mundo precisará gerar 455 milhões de toneladas de carne por ano em 2050, quando a população global deverá atingir 9,7 bilhões, ante 7,3 bilhões hoje. Considerando a produtividade agrícola de hoje, o cultivo dos grãos necessários para alimentar todas as aves e rebanhos pecuários ocuparia toda a área cultivável do planeta, segundo a empresa de pesquisa FarmEcon LLC, não deixando espaço para a produção de grãos, frutas e vegetais para consumo humano.

(...) A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação projeta que o frango irá superar a carne de porco como a mais consumida no mundo em 2020, e as empresas de carne estão elevando a produção. A JBS, uma das maiores processadoras de carne do mundo, com raízes profundas na carne de boi, está apostando fortemente no frango para que ele se torne a principal proteína mundial, diz Wesley Batista, um dos controladores da empresa.

A ascensão do frango já está mudando hábitos arraigados. Na Argentina, onde o boi criado no campo sempre foi parte do cotidiano, o consumo per capita de carne de frango deve subir 7,5% em 2015, para um nível recorde, enquanto o consumo de carne bovina deve cair 6,3%."

Fonte: Wall Street Journal