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WSJ - Nova política da Europa para o açúcar muda o mercado global e afeta o Brasil

18/05/2016

Mudanças expressivas nas barreiras comerciais que controlam o setor de açúcar estão redesenhando o mapa do mercado de uma das commodities mais protegidas do mundo. Muitos países produtores de açúcar protegem sua indústria doméstica através da combinação de pagamentos garantidos a agricultores, restrições à produção ou limites de importação. Mas esse setor está sendo gradualmente liberalizado com uma série de medidas que podem derrubar os preços do açúcar. Refinarias e exportadores estão tentando descobrir o que vai mudar quando elas entrarem em vigor.

"Muitos países produtores de açúcar protegem sua indústria doméstica através da combinação de pagamentos garantidos a agricultores, restrições à produção ou limites de importação. Mas esse setor está sendo gradualmente liberalizado com uma série de medidas que podem derrubar os preços do açúcar. Refinarias e exportadores estão tentando descobrir o que vai mudar quando elas entrarem em vigor.

A maior mudança será a remoção das cotas de produção e dos pagamentos mínimos para os produtores de beterraba usada na fabricação de açúcar na União Europeia a partir de outubro de 2017. A expectativa é que os agricultores passem a exportar a maior parte do excedente, o que pode transformar a UE em uma grande concorrente no mercado internacional.

(...) Entre essas vítimas potenciais está também o Brasil. As reformas da UE devem reduzir o acesso do açúcar brasileiro à Europa ao mesmo tempo em que cria um concorrente para o produto do Brasil no mercado internacional, disse Geraldine Kutas, assessora sênior da presidência da Unica para assuntos internacionais, em entrevista ao The Wall Street Journal, de Bruxelas. A Unica é a entidade que representa a indústria brasileira de açúcar e etanol."

Fonte: The Wall Street Journal